• Fernanda Siqueira

Secretaria-Executiva da Camex divulga boletim de investimento estrangeiro no Brasil no 1º trimestre



Ao final deste 1º trimestre de 2019, a Secretaria-Executiva da Câmara de Comércio Exterior (CAMEX) do Ministério da Economia divulgou o Boletim de Investimentos Estrangeiros, apresentando em linhas gerais a tendência do IED (Investimento Estrangeiro Direto) provenientes da China, Estados Unidos da América (EUA), Japão, França e Itália, países com os quais Secretaria possui Memorandos de Entendimento e de Cooperação.

No decorrer dos 16 anos analisados no Boletim, ocorreu uma alternância de origens do capital investido. Ao final da década passada, os valores mais expressivos provinham dos EUA, que investiu de 2003 até o 1º trimestre de 2019 um total de US$ 58 bilhões, mas desde 2010 há clara predominância dos recursos chineses, que investiram US$ 71 bilhões no mesmo período. Houve também uma expressiva participação dos investimentos japoneses nesse intervalo, mas o grande destaque em 2018 e 1º trimestre de 2019 é a participação de investimentos italianos.

Dos investimentos feitos pelos cinco países, houve uma clara concentração nas regiões Sudeste e Sul, com predominância destacada do Estado de São Paulo, seguido pelo Rio de Janeiro e por Minas Gerais, e a preponderância de projetos brownfields (ampliação ou reformulação de projetos já existentes), que em sua maioria foram realizados por meio de fusões e aquisições, refletindo a entrada de investidores externos como controladores de grandes empresas brasileiras e o baixo ritmo de ampliação da capacidade produtiva.

Analisados separadamente, a China, deste 2014, vem concentrando seus investimentos em projetos no setor de eletricidade (geração e transmissão); enquanto os EUA, desde 2013, vêm concentrando os seus em projetos de telecomunicações; já a França opta por investir em projetos diversos, como comércio, telecomunicações, atividades imobiliárias e indústria; a Itália, por sua vez, teve desde o ano passado o mais elevado índice de investimento no setor de eletricidade desse grupo de países; e o Japão, desde 2011, teve maior concentração de seus investimentos no setor industrial, associada, em alguns anos (2013, 2016, 2017) com os investimentos no setor de serviços.

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